AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA COGNITIVA

A avaliação psicológica cognitiva é fundamentada na Psicologia Cognitiva, do Desenvolvimento Humano, nos estudos da Neurociência e demais ciências comportamentais; geralmente solicitada por médicos pediatras, neurologistas, psiquiatras ou mesmo outros profissionais da saúde como fonoaudiólogos, fisioterapeutas ou terapeutas ocupacionais a fim de conhecer ou acompanhar o funcionamento da cognição do sujeito avaliado.

Psicopatologias como estresse pós-traumático, depressão pós-parto, acidente vascular cerebral – AVC, epilepsia, traumatismo craniano, síndromes genéticas, distúrbios da linguagem, doenças psicomotoras, além dos transtornos psicológicos, podem comprometer o funcionamento do raciocínio, linguagem, memória, atenção, percepção, habilidades visuoconstrutivas, controle inibitório, memória operacional, planejamento, organização, autorregulação das emoções, entre outras funções importantes para o processo de aprendizagem, desenvolvimento de atividades cotidianas, maturidade mental, equilíbrio comportamental, emocional e afetivo.

Desse modo, para este tipo de avaliação utiliza-se alguns instrumentos, entre esses, estão os testes psicológicos caracterizados como psicométricos, padronizados para a população Brasileira, conforme o SATEPSI (é o sistema de avaliação de testes psicológicos desenvolvido pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP)), para medir o nível de cada função cognitiva, construindo o perfil cognitivo do paciente e melhor intervir em seu tratamento, acompanhando a evolução do caso e a redução de agravantes impactados no sistema neurocognitivo.

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AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA DE PERSONALIDADE – PSICODIAGNÓSTICO

Conforme a Cartilha da Coleção de “Interfaces em Neurociências (PEARSON, 2016): “A personalidade refere-se a um conjunto de características de temperamento (características biologicamente determinadas e que estão presentes desde o início da vida) e caráter (características que surgem da interação entre nossa biologia e experiências no mundo) que determinam nossa forma de pensar, comportar, sentir e reagir a eventos. Ela molda nossa forma de nos relacionar com os outros e nossas expectativas sobre o mundo. Embora nossos comportamentos possam variar em diferentes situações e possam ser diferentes em períodos distintos da nossa vida, sabemos que existem características relativamente estáveis com as quais nos identificamos – e que definem nossa individualidade. Embora haja diversas propostas teóricas que buscam entender e explicar o que é personalidade, a teoria mais aceita estabelece que temos cinco fatores principais definidores de nossa personalidade: neuroticismo (tendência a sentir emoções desagradáveis), extroversão (busca por estimulação contínua, socialização e nível de atividade aumentado), abertura (busca por experiências novas, abertura a ideias e conceitos, curiosidade para coisas diferentes), cordialidade (tem a ver com a relação com os outros: preocupação com os demais, buscar ser agradável e cordial) e responsabilidade (tendência a ser organizado, autodisciplina, planejamento e busca para alcançar seus objetivos)”.

A realização do Psicodiagnóstico como etapa anterior à psicoterapia infantil apoia-se em duas justificativas: a primeira diz que o psicólogo deve obter a compreensão mais profunda e completa possível da personalidade do paciente para fornecer indicações terapêuticas adequadas e a segunda argumenta que o psicodiagnóstico deve ser utilizado como instrumento para planejar, guiar e avaliar a intervenção terapêutica (MONACHESI, 1995, p.196).”

Desse modo, concluímos que o Psicodiagnóstico, diferencia da avaliação psicológica, porque tem um fim específico (diagnóstico de transtornos psicológicos) e sua abordagem é mais completa. Geralmente solicitada para investigação de hipótese diagnóstica na avaliação de transtornos psicológicos e comportamentais, encaminhadas por escolas, profissionais de saúde ou mesmo familiares. Assim, o psicodiagnóstico realiza uma investigação global da relação do funcionamento cognitivo com a estrutura de personalidade para conhecer o que a pessoa tem de potencialidade ou de dificuldade, necessitando de maior números de sessões e podendo fazer uso de diversas ferramentas como: escutas, testes psicológicos, entrevistas, anamneses, entre outras, sendo esta uma avaliação personalizada conforme a necessidade do paciente e a queixa de encaminhamento.

Esse tipo de avaliação auxilia no fechamento de diagnósticos relacionados à transtornos psicológicos como: transtornos de personalidade, de conduta, do humor, da ansiedade, entre outros, ou mesmo na avaliação de sintomas psicossomáticos que interferem na saúde física do paciente

Lembre-se: O diagnóstico precoce propicia uma intervenção mais adequada!

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ATENDIMENTO E AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA PARA CIRURGIA BARIÁTRICA

Conforme o Caderno de Avaliação Psicológica (2016), no contexto de Avaliação Psicológica, as(os) Psicólogas(os) têm sido solicitados a oferecerem sua contribuição ao contexto da cirurgia bariátrica, recurso que cada vez mais tem sido utilizado para o tratamento da obesidade, estimando-se o número de 88 mil cirurgias realizadas no ano de 2014 no Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) e uma fila de espera de milhares de indivíduos no Sistema Único de Saúde brasileiro. Consistente alternativa ao tratamento da obesidade mórbida, entendida atualmente como o melhor recurso para a conquista da qualidade de vida desses pacientes.

As principais normativas e resoluções que a definem são as seguintes:
• Resolução nº 2131/2015 – Conselho Federal de Medicina;
• Portaria nº 390/2005 – Ministério da Saúde;
• Portaria nº 425/2013 – Ministério Da Saúde – Anexo I;
• Resolução nº 07/2003 – Conselho Federal de Psicologia.

Entendendo-se a Avaliação Psicológica como um processo de construção do conhecimento acerca do avaliado, obviamente a pesquisa da vida pessoal e do comportamento do mesmo, através de entrevistas psicológicas, é primordial, além do uso de testes psicológicos. Assim, ao final da avaliação, a(o) Psicóloga(o) terá informações suficientes para realizar o prognóstico do caso, afirmando ou não a condição do mesmo para se submeter ao procedimento cirúrgico, através da elaboração do documento oficial, denominado laudo ou relatório de Avaliação Psicológica, atendendo às premissas da Resolução CFP nº 007/2003 do Conselho Federal de Psicologia.

Todo candidato à cirurgia deve ser avaliado psicologicamente para investigar quais os recursos psíquicos de que poderá dispor para o enfrentamento das dificuldades advindas dessa cirurgia, tais como a modificação rápida e drástica da imagem corporal, a modificação do estilo de vida, a reeducação alimentar necessária, os prejuízos de saúde advindos da cirurgia (possíveis intolerâncias alimentares, vômitos constantes, anemia, reposição de vitamínicos ou outros). Para essa avaliação, normalmente a(o) Psicóloga(o) utiliza-se de entrevistas e testes psicológicos que indiquem com clareza e objetividade a real situação emocional do candidato. Também se verifica, no momento da avaliação, o grau de consciência e conhecimento do candidato sobre a cirurgia e os impactos que sofrerá, verificando se o mesmo demonstra condições psicológicas de administrar adequadamente as situações que lhe serão impostas pelo procedimento cirúrgico e posterior emagrecimento.

A partir do processo de avaliação, realizado da forma mais cuidadosa possível, a(o) Psicóloga(o) poderá contraindicar a cirurgia, em se tratando dos casos definidos, tais como: doenças psiquiátricas graves sem controle, dependência de químicos ou problemáticas intelectuais, condições essas definidas pelas normativas que regulamentam os procedimentos de avaliação.

Indicação para leitura: http://guiabariatrica.com.br/

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