Cirurgia Bariátrica

O Ministério da Saúde, em suas portarias GM 424 e 425/2013, considera a obesidade como uma condição crônica e um fator de risco para outras doenças e uma manifestação de insegurança alimentar e nutricional que acomete a população brasileira de forma crescente em todas as fases do curso da vida, necessitando de acompanhamento multidisciplinar para prevenção de riscos de comorbidades envolvidas nela (diabetes, hipertensão, doenças cardiorrespiratórias, pulmonar, endócrinas, entre outras) e promoção à saúde.

Desse modo, o Consenso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) e a Resolução do Conselho Federal de Medicina Nº 2.131/2015, sugere não ser possível realizar o procedimento sem a avaliação do psicólogo. Este profissional adentra na equipe multidisciplinar como papel obrigatório no acompanhamento pré e pós-operatório. É importante avaliar se o paciente preenche os critérios de indicação ou contraindicações psicológicas para realizar a cirurgia, são elas: não uso de drogas ilícitas ou alcoolismo, ausência de quadros psicóticos ou demenciais graves ou moderados, compreensão do paciente e de seus familiares dos riscos e mudanças de hábitos inerentes a uma cirurgia de grande porte, que podem levar a complicações cirúrgicas ou nutricionais e a não adesão/adaptação ao tratamento.

Para este serviço o Psicólogo poderá fazer uso de instrumentos psicológicos (com recursos psicométricos ou projetivos), técnicas psicológicas, entrevistas, aplicação de escalas, inventários ou questionários, escutas clínicas e outras ferramentas, que sejam necessárias para avaliar a relação do perfil psicológico do paciente com seu comportamento alimentar e os fatores neuropsicológicos envolvidos na obesidade.

Os resultados colhidos do processo serão entregues em forma de documento psicológico com teor ético e  qualidade técnico-científica em conformidade a resolução do Conselho Federal de Psicologia Nº 007/2003 e o Código de Ética Profissional do Psicólogo (2005), a fim de possibilitar o tratamento pré e pós-operatório sem risco de adoecimento.

Se o paciente não tiver nenhuma contraindicação para a realização da cirurgia bariátrica, será entregue o laudo psicológico confirmando sua aptidão para o procedimento e sua aceitação de responsabilidade com o tratamento. Todavia, se for percebido alguma das contraindicações, será realizado os encaminhamentos necessários com as devidas orientações para melhor preparação no pré-operatório e finalização do processo de avaliação psicológica, posteriormente.

Indicação para leitura (GUIA PARA O PRÉ E PÓS OPERATÓRIO).

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Cirurgia Vasectomia

O laudo psicológico geralmente é solicitado por planos de saúde, pois a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) conforme a Resolução Normativa Nº 167 do Anexo II (extraído da Lei 9.263 de 12 de janeiro de 1996) , proíbe a realização do procedimento quando a capacidade de discernimento está afetada por influência de álcool, drogas, estados emocionais alterados ou incapacidade mental temporária ou permanente.

Para este serviço o Psicólogo poderá fazer uso de instrumentos psicológicos com recursos psicométricos ou projetivos, entrevistas individuais ou de casal, aplicação de escalas, inventários ou questionários, escutas clínicas e outras ferramentas, que sejam necessárias para avaliar a dinâmica familiar do paciente, o seu perfil psicológico e a sua decisão em relação ao procedimento em comum acordo com seu cônjuge.

Ressalta-se que no laudo será elaborado em conformidade a resolução do Conselho Federal de Psicologia Nº 007/2003 e ao Código de Ética Profissional do Psicólogo (2005), incluindo a devolutiva de forma presencial, a fim de possibilitar a realização da cirurgia e as orientações necessárias.


Cirurgia Reparadora

Para que o procedimento “DERMOLIPECTOMIA (COM DIRETRIZ DE UTILIZAÇÃO)” tenha cobertura obrigatória assegurada pelos planos privados de assistência à saúde, conforme a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), é necessário que as condições estipuladas em sua Diretriz de Utilização (DUT) vigente através da Resolução Normativa 338/2013, abaixo descrita, sejam cumpridas:

Paciente apresentando abdômen em avental decorrente de grande perda ponderal (em consequência de tratamento para obesidade mórbida) ou após cirurgia de redução, configurando-se uma sequela do processo de redução de peso e que apresenta as frequentes complicações típicas desta condição, tais como: candidíase de repetição, infecções bacterianas devido a escoriações pelo atrito, odor fétido, hérnias, entre outros.

Pacientes que realizam a cirurgia bariátrica, após um ano e seis meses, podem ter perca de 40, 50 quilos ou mais, podendo gerar excesso de pele no abdômen, na mama, nas pernas e braços. Desse modo, se faz necessário a comprovação da necessidade da cirurgia através de laudos médicos e psicológicos.