Hoje gostaria de compartilhar com vocês um texto que gosto muito, do Valor do Conhecimento sobre: Transtorno Opositor Desafiante: quando a desobediência torna-se patológica, acompanhe abaixo e tire suas dúvidas conosco!

A desobediência pode ser uma característica comum entre crianças e pré-adolescentes, mas quando a atitude de teimosia é excessiva é preciso estar atento a um possível Transtorno de Oposição Desafiante (TOD). Assim como outras patologias, é importante que os pais busquem diagnosticar este transtorno o quanto antes para evitar que ele traga complicações e prejudique a vida social e o desenvolvimento intelectual da criança. No post de hoje, confira o que é o #TOD, quais sãos os seus sintomas e como diferenciá-lo de outros transtornos infantis:

#O que é o Transtorno de Oposição Desafiante?

Conforme o DSM V, o TOD (CID 10 F91.3)  é classificado como um padrão de humor raivoso/irritável, de comportamento questionador/desafiante ou índole vingativa com duração de pelo menos seis meses. Este é um quadro que pode afetar crianças e pré-adolescentes, geralmente em idade escolar. Ainda não existem causas genéticas comprovadas que possam levar ao desenvolvimento do TOD, mas sabed-se que o ambiente em que a criança convive pode estimular o comportamento difícil.

O não tratamento deste transtorno pode trazer consequências como:
📌Prejuízos na vida social da criança, pois a forte teimosia e os acessos de raiva afastam as outras crianças;
📌Baixo desempenho escolar, porque a criança tem tendência a querer solucionar os problemas sozinha e tem dificuldade para pedir ajuda ao professores,
📌Desenvolvimento de Transtorno de Conduta na adolescência.
📌Observar o comportamento da criança e procurar tratamento adequado para o problema são atitudes importantes para evitar a evolução do transtorno e para garantir que a criança tenha uma infância saudável.

#Como identificar o transtorno?

Apresentar um comportamento desobediente, de vez em quando, não é incomum entre crianças e adolescentes. Ser teimoso, aleatoriamente, ou demonstrar raiva por determinada situação também não. O problema é quando estas são atitudes constantes. Confira algumas atitudes que ajudam a identificar o TOD:

📍Ataques de raiva;
📍Discussões frequentes com pais, coleguinhas e professores;
📍Comportamento vingativo;
📍Atitude hostil;
📍Agressividade;
📍Recusa para obedecer a regras;
📍Negativismo.

Ao contrário da bipolaridade, não acontecem alterações acentuadas de humor. A agressividade é uma característica predominante no comportamento da criança com TOD. Para alguns autores, o Transtorno de Oposição Desafiante é uma fase antecedente ao Transtorno de Conduta, ou seja, é uma etapa mais leve, apresentada em uma fase mais nova da vida. O Transtorno de Conduta é caracterizado por um comportamento violento, pela ausência de preocupação com o bem estar alheio e pela agressividade excessiva.

#Tratamentos

Para evitar que o problema se agrave e ajudar a criança a manter um comportamento que garanta uma infância saudável, é necessário, depois de diagnosticado, buscar o tratamento adequado para o Transtorno de Oposição Desafiante. Para isso, são usadas técnicas de modificação de comportamento que buscam reforçar atitudes positivas e afastar padrões negativos. Este tratamento deve ser feito com apoio de psicólogos e psiquiatras. Além disso, a parceria entre médicos, pais e professores é fundamental para garantir a melhora no comportamento da criança. Quando isso acontece, há uma evidente evolução na maneira como o paciente se relaciona com colegas de escola e figuras de autoridade, fato que reflete positivamente na vida da criança.

#Psicodiagnóstico
📎O psicodiagnóstico é fundamental na investigação de traços do TOD, visto que há entrevistas com os pais e professores, visitas a escolas e aplicação de instrumentos psicológicos, que auxiliam na investigação de características de personalidade, habilidades sociais e padrões de comportamento. O psicólogo é o profissional responsável por este processo, ele deve ser especialista e preparado para escolher e aplicar as técnicas adequadas ao processo de diagnóstico, com o objetivo de auxiliar os pais, professores e equipe médica no tratamento da criança.

📎Se você tem alguma experiência com crianças que apresentam esse transtorno e precisa de um laudo psicológico ou uma orientação profissional, entre em contato conosco, estamos prontos a lhe ajudar!

Psicóloga Tamires Alencar (CRP 11/09543)
Avaliação Psicológica e Picodiagnóstico
(88) 9 8846-3405 / psicologa.tamiresalencar@gmail.com

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