🤓Como realizar o diagnóstico precoce do Transtorno Espectro Autista?

Quanto antes um transtorno de comportamento é diagnosticado melhor, certo? Dessa maneira, os pais conseguem oferecer todo o suporte e tratamento necessário para que a criança tenha condições de se desenvolver da melhor maneira possível.
👉O Transtorno do Espectro Autista (#TEA), por exemplo, pode ser diagnosticado por volta dos 18 meses de idade. Mas como realizar este diagnóstico precoce? Quais são os primeiros sinais apresentados pela criança? São estas as informações que trazemos neste artigo, acompanhe:

🤔O que é o Transtorno do Espectro Autista?
O Transtorno do Espectro Autista está relacionado ao neurodesenvolvimento infantil, conforme o DSM V. O termo é utilizado para se referir a um grupo de transtornos que são caracterizados por dificuldades na comunicação, dificuldades para socialização e/ou padrões de comportamento repetitivos e restritos. Este é um transtorno que se manifesta nos primeiros três anos de vida, quando os neurônios responsáveis pela comunicação e pelo comportamento falham em formar as conexões necessárias. Para diagnosticar o TEA, o profissional conversa com os responsáveis, observa o comportamento da criança e analisa o histórico do paciente. De acordo com uma pesquisa feita nos Estados Unidos, pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CCPD), uma a cada 45 crianças apresenta algum tipo de Transtorno do Espectro Autista.

📍Sintomas do transtorno:
Para realizar o diagnóstico precoce é necessário estar atento aos sinais definidos pelo Manual de Diagnóstico e Estatística da Sociedade Norte-Americana de Psiquiatria (DSM) e pela Classificação Internacional de Doenças da OMS (CID). Podemos citar: déficit clinicamente significativo na comunicação e nas interações sociais, falta de reciprocidade social e interesses restritos e intensos. Vale destacar que estes são sintomas que podem se manifestar de forma leve, moderada ou acentuada.
De modo geral, pessoas com TEA podem apresentar dificuldade para estabelecer relacionamentos, comportamentos repetitivos e insistência para adotar rotinas.

📍Tipos de TEA:
Os Transtornos do Espectro Autista podem ser classificados de três maneiras:
Autismo clássico – nesse caso, os pacientes apresentam baixa interação social. Geralmente, não mantêm contato visual com outras pessoas, não costumam usar a fala como meio de comunicação e não entendem figuras de linguagem. Na infância, um dos primeiros sinais é o isolamento. Fique atento se o bebê não fizer contato visual efetivo ou se não reagir às brincadeiras feitas.
Autismo de alto desempenho – até pouco tempo, esse tipo de TEA era conhecido como Síndrome de Asperger. Estes são pacientes que apresentam dificuldades comuns ao autismo, mas de forma leve. Conseguem levar uma vida normal e com frequência se destacam na vida acadêmica.
Distúrbio Geral do Desenvolvimento – são pessoas que apresentam dificuldade de comunicação e de socialização, mas não se encaixam nas classificações acima.

📍Psicodiagnóstico:
No psicodiagnóstico é possível observar tais sintomas através de instrumentos psicológicos. Existe uma escala que geralmente é aplicada para perceber se a criança apresenta ou não traços do TEA, que se chama: ESCALA DE COMPORTAMENTO ADAPTATIVO (VINELAND), a qual é possível investigar o desenvolvimento psicomotor, a linguagem expressiva e receptiva, as competências pessoais e sociais, os relacionamentos interpessoais, afetivos e familiares, entre outras características importante para identificar as potencialidades e dificuldades da criança, a fim de melhor orientação quanto ao caso, seu tratamento e potencialização na terapia e no uso de técnicas apropriadas para sua estimulação cognitiva e social. Todavia, é importante ressaltar que por si só, a escala não é suficiente, por isso é fundamental ter orientação profissional do #psicólogo e toda a equipe multidisciplinar para lhe auxiliar no diagnóstico, visto que não existe um #tratamento padrão para o Transtorno do Espectro Autista. Cada caso deve ser avaliado por especialistas para que sejam usados os melhores recursos no tratamento do paciente. Ainda não existe cura para o #TEA, mas com o apoio de profissionais e familiares, o paciente pode apresentar melhoras significativas nas dificuldades características do transtorno.

👉Se você tem outras dúvidas, entre em contato!

fonte: valordoconhecimento.com.br/blog

Psicóloga Tamires Alencar (CRP 11/09543)
Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico
(88) 9 8846-3405 / psicologa.tamiresalencar@gmail.com

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